O mundo do samba perdeu, nesta terça-feira (30), uma de suas vozes mais marcantes. O cantor Gilsinho, intérprete oficial da Portela e Tom Maior
O mundo do samba perdeu, nesta terça-feira (30), uma de suas vozes mais marcantes. O cantor Gilsinho, intérprete oficial da Portela e Tom Maior, morreu aos 55 anos, após complicações decorrentes de uma cirurgia bariátrica realizada no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela própria agremiação de Madureira. Ainda não há detalhes sobre o velório.
Homenagem da Portela
Em comunicado oficial, a azul e branca lamentou profundamente a partida do artista, que estava à frente do carro de som desde 2006:
Perdemos hoje um dos maiores nomes da nossa história: Gilsinho! O nosso grande intérprete! Ele que tanto nos encheu de orgulho desde 2006, com sua voz marcante, seu amor pelo samba e sua entrega total à nossa escola. Gilsinho é alma portelense. Sua voz embalou momentos inesquecíveis, emocionou gerações e marcou profundamente o Carnaval do Brasil. Ele representou com maestria a nossa tradição, levando o nome da Portela com respeito, talento e paixão. Em respeito à sua memória e à sua importância para a nossa escola e para o samba, a Portela decreta luto oficial de 3 dias. Nossos sentimentos à família, amigos e admiradores. Obrigada, Gilsinho! Por tudo! Por tanto! A Portela JAMAIS te esquecerá!
Perdemos hoje um dos maiores nomes da nossa história: Gilsinho! O nosso grande intérprete! Ele que tanto nos encheu de orgulho desde 2006, com sua voz marcante, seu amor pelo samba e sua entrega total à nossa escola.
Gilsinho é alma portelense. Sua voz embalou momentos inesquecíveis, emocionou gerações e marcou profundamente o Carnaval do Brasil. Ele representou com maestria a nossa tradição, levando o nome da Portela com respeito, talento e paixão. Em respeito à sua memória e à sua importância para a nossa escola e para o samba, a Portela decreta luto oficial de 3 dias. Nossos sentimentos à família, amigos e admiradores. Obrigada, Gilsinho! Por tudo! Por tanto! A Portela JAMAIS te esquecerá!
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A Tom Maior, de São Paulo, destacou a importância do intérprete que por anos comandou o carro de som da escola.
Hoje a Tom Maior está em luto!
Partiu Gilson Conceição, o nosso eterno Gilsinho, e com ele vai um pedaço da nossa história, da nossa alma, da nossa voz. Você nos deu o privilégio de viver os dias mais intensos. Cantou alto o 4º lugar em 2022, como quem prova que o sonho era possível. Sofreu conosco em 2024, quando a queda parecia mais pesada do que poderíamos suportar. E mesmo assim, escolheu ficar. Ficou para reerguer, para devolver à Tom Maior o brilho que nunca se apagaria. Em 2025, subiu junto, como quem sobe não só de grupo, mas de esperança. E agora, em 2026, você carregava no peito a certeza de que o título viria pela Tom Maior. Essa confiança será sempre a nossa herança. Gilsinho, sua voz foi e sempre será a maior que ecoou em nossa escola. Seu canto não era apenas melodia: era amor, era fé, era a nossa história escrita em notas. Você foi irmão, foi família, foi sangue rubro-amarelo em cada compasso. Hoje o microfone se cala, mas o céu se abre para receber o mais lindo intérprete. Nós, aqui, seguimos cantando por você. Porque o seu samba, Gilsinho, é eterno. A Tom Maior te ama para sempre.
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Já a Unidos de Vila Isabel, onde Gilsinho cantou em 2014 e 2015, emitiu nota ressaltando sua “voz vigorosa” e a marca deixada na história da azul e branca da Zona Norte.
📌 Linha do Tempo – A trajetória de Gilsinho no samba
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Origem: Filho do músico Jorge do Violão, integrante da Velha Guarda da Portela, e afilhado de Casquinha, baluarte da escola, Gilsinho cresceu imerso no universo do samba.
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Início: Começou como cantor de apoio na Portela e na Beija-Flor de Nilópolis.
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Anos 1980/1990 – Cresce no ambiente do samba, influenciado pelo pai, Jorge do Violão (Velha Guarda da Portela), e pelo padrinho, Casquinha.
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Década de 1990 – Atua em grupos de apoio da Portela e da Beija-Flor de Nilópolis.
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Final dos anos 1990 – Chega ao Carnaval de São Paulo com o grupo Fora de Série e inicia carreira como intérprete no Vai-Vai.
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2000 – 2005 – Defende o canto de escolas paulistanas, como Barroca Zona Sul e Unidos de Vila Maria.
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2006 – Assume oficialmente o carro de som da Portela, tornando-se a voz principal da escola.
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2014 e 2015 – Passa pela Unidos de Vila Isabel, como intérprete oficial.
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2017 – Retorna à Portela, consolidando-se como uma das vozes mais marcantes da azul e branca de Madureira.
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Anos seguintes – Comanda também o carro de som da Tom Maior, em São Paulo.
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2020 – 2025 – Além da atuação como cantor, passa a integrar a gestão do Carnaval, ocupando a vice-presidência da escola União do Parque Acari, da Série Ouro.
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2025 – Morre aos 55 anos, após complicações de uma cirurgia bariátrica, deixando legado como uma das vozes mais emblemáticas do samba.
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Legado
Com quase três décadas dedicadas ao Carnaval, Gilsinho deixa uma marca indelével na história do samba. Sua potência vocal, carisma e amor pela arte o transformaram em um dos grandes nomes do gênero, reconhecido por sua entrega e pela forma como representava a tradição das escolas por onde passou.
👉 A comunidade do samba se despede de um intérprete que não apenas cantou enredos, mas também deu voz à alma do Carnaval brasileiro.




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